sonho – prelúdio ao desastre
sonho – prelúdio ao desastre
sonhos fragmentados, que eu sei se foram o mesmo sonho, ou se foram sonhos diferentes, em uma sequência. de qualquer maneira, eles apresentaram uma narrativa conjunta, um fio condutor, que tem se repetido, com a presença de elementos que também tem se repetido por algumas noites, com destaque para aranhas.
as aranhas sempre aparecem como elementos bloqueadores, que impedem, ou tentam impedir, o progresso de alguma atividade, geralmente bloqueando caminhos. é interessante observar que as aranhas não parecem incomodar as outras pessoas que estão no sonho.
na etapa final do sonho, eu era o orientador do trabalho de graduação do h, que foi um completo disastre. ele tentou fazer um projeto experimental que ou não funcionou ou não foi compreendido pelos examinadores. a nota final foi zero. quando eu conversei com ele, eu digo – ou penso, esta parte não está clara – que eu talvez não fosse a melhor pessoa para tê-lo orientado, duvidando de minha capacidade de orientar um projeto de pesquisa.
é importante observar que eu considero que tenho sido relapso em meu trabalho. eu tive uma reunião de orientação com o j ontem, tenho lidado com as questões da r e tenho evitado falar com o o, o que eu reconheço ser um grande problema que irá desencadear um processo bola de neve.
continuo me sentindo sobrecarregado, embora eu tenha decidido ser mais relaxado.
é difícil ainda saber se trata-se de um processo de adaptação ou de uma trilha para o desastre.
por outro lado, o que seria um desastre? perder meu emprego? talvez isso não seja tão desastroso, dada a atual circunstância (ter que viajar toda semana entre dois países e o fato de que eu posso utilizar minhas múltiplas habilidades em atividades mais lucrativas).
na parte final do sonho, vou com a m, que de alguma maneira eu sinto estar brava comigo, em uma espécie de lugar de coleta de lixo/correio. a m tem que ir embora e eu ainda tenho que ir ao banco e depois ao aeroporto, que é cerca de 30km distante de onde eu estou.
a e e o b surgem, sempre com um ar de perdidos e de indecisão. combinamos de ir andando juntos no caminho que eu tenho que fazer (banco/aeroporto), ou pelo menos em parte do caminho, procurando um lugar para tomar um sorvete.
o local me lembra santo andré, a igreja com o ponto na frente, onde eu às vezes pegava o ônibus para a fundação.
misteriosamente, e e b somem e eu fico sozinho, encerrando o sonho.
porque m está sempre brava comigo? por que ela projeta sempre em mim suas angústias, medos, raiva e frustração?
eu me sinto como se eu estivesse sempre em dívida com ela, sempre tentando justificar algo. de alguma forma sempre tentando ser aceito/aprovado/compreendido/“perdoado”. por que escolhi a m em vez da t, sendo que esta sensação de braveza, de que não sou tratado da forma como mereço/desejo sempre esteve lá? e a t sempre foi o oposto, sempre me tratou de uma maneira amigável e amorosa. e mesmo assim que escolhi a m.
agora mais uma vez é o momento de lidar com as angústias/teimosias/medos/insegurança da m. desta vez com relação ao destino do dinheiro que ela herdou. a teimosia é muito grande e eu sinto que as chances de ser mais uma oportunidade perdida são altíssimas. isso sim seria um desastre.
esta foi mais uma noite mal dormida. ao menos eu tenho tido sonhos interessantes quando eu finalmente consigo dormir.
o que tocou enquanto eu escrevia este post
- o bêbado e a equilibrista - elis regina
- andar com fé - gilberto gil
- as rosas não falam - cartola
- todo sujo de batom - belchior
- o sal da terra - beto guedes
- cara valente - maria rita