sobre
por que esse site existe?
desde o ano de 1999 eu queria ter um blog. estamos, neste momento, em 2026. nunca tive. na verdade tive um, um site wordpress que hoje se perdeu. mas não era um site pessoal. era de um coletivo de arte que eu tive, e que não existe mais. oficialmente ainda existe, mas há mais de uma década que nada é feito.
subcultura
a verdade mesmo é que em 1999 eu tive um pequeno blog. antes das pessoas saberem o que era blog. a maior parte das pessoas que eu conhecia nem tinham email. o blog se chamava subcultura. era um nome que eu realmente gostava, porque eu vivia em uma subcultura. e continuo, de certa forma, vivendo. não durou muito, mas pelo menos uma pessoa até hoje sempre comenta sobre este blog comigo. eu não tinha como acessar a internet de casa. em casa na época nem telefone tinha. eu fazia do trabalho. eu trabalhava em uma editora, um emprego horrível, basicamente porque o dono da editora era uma pessoa detestável que fazia de tudo para a vida de todos serem um inferno. nada de novo. o trabalho não era ruim, era divertido. o problema era o dono do lugar. eu vivia em são mateus, e a editora era no paraíso, na rua cubatão. eu trabalhei lá em duas ocasiões. saí e depois voltei. todo dia eu pegava o ônibus cuja rota era, literalmente e comprovadamente, a mais longa de toda a cidade: o cidade tiradentes - metrô paraíso. pelo menos duas horas dentro do ônibus. quando eu o pegava na ida ele já estava na rota por pelo menos uma hora. a ida era lotada e quase sempre o percurso todo era em pé. quase sempre eu chegava atrasado.
tinha um único computador na editora que tinha acesso a internet. e era o computador que eu usava. um power mac qualquer coisa da época (talvez um 7600?). era nesse computador que eu fazia o subcultura. devia ser geocities, eu não lembro. era também neste computador que eu checava os emails da editora e também os emails pessoais - com mensagens de amantes - do dono da editora. ele não sabia como checar os emails. então toda vez que chegava um email, eu imprimia e levava para ele. mesmo os emails pessoais com mensagens de amantes.
do que o subcultura tratava? da minha revolta com o mundo. e de poesia.
era um tempo muito difícil para mim, mas também foi um tempo de grande crescimento, onde eu pude ter contato com uma realidade totalmente diferente da minha realidade periférica.
e pq agora?
não é que eu não tenha nada para fazer. pelo contrário. tenho muitas coisas. mas é uma espécie de um chamado, algo que eu sinto que devo fazer. minha vida mudou muito nos últimos três anos. e ainda estou tentando me recuperar de acontecimentos recentes. talvez isso ajude. talvez não. mas a minha vida inteira foi tentar coisas. do mais, eu tenho uma ideia antiga, de escrever sobre minha percepção sobre eventos e pessoas. é basicamente o que eu farei aqui.
quem eu sou?
se você chegou até aqui e me conhece não deve ser difícil saber. mas isso é o que menos importa.
racing condition
uma condição de corrida é uma falha num sistema ou processo em que o resultado do processo é inesperadamente dependente da sequência ou sincronia doutros eventos. apesar de ser conhecido em português por ‘condição de corrida’ uma tradução melhor seria ‘condição de concorrência’ pois o problema está relacionado justamente ao gerenciamento da concorrência entre processos teoricamente simultâneos. o fenômeno pode ocorrer em sistemas eletrônicos, especialmente em circuitos lógicos, e em programas de computador, especialmente no uso de multitarefa ou computação distribuída.
o que tocou enquanto eu escrevia este post
- ms. california - beach bunny
- every monday morning comes - suede