sonho – insônia, ficção científica, alenígenas, animais selvagens, experiências sobrenaturais e washington d.c., tudo em uma noite
uma outra noite mal dormida, mas que começou promissora em termos de sono e de sonhos. infelizmente logo despertei (não tenho certeza se foi tão logo assim), e a esperança de, finalmente, dormir uma outra noite inteira se mostrou vã.
na primeira etapa tive um sonho interessantíssimo, que pareceu longo, com trama e narrativa complexas e claramente inspirado em textos, livros e séries de ficção científica, especialmente _foundation*. neste sonho, pessoas - ou alienígenas, mas parecidos com pessoas - tiveram que abandonar seu planeta natal e se mudaram para a terra. o líder teve um filho e uma filha, sendo que o filho foi congelado, uma espécie de banimento, por ser mau. um novo novo planeta, que infelizmente não lembro o nome, foi descoberto e a sua colonização seria iniciada por esta raça, abandonando a terra. só que o despertar do filho, que queria dominar este novo planeta e também a terra, atrapalha os planos momentaneamente. no final, ele é neutralizado e uma nave espacial parte da terra em direção a este planeta.
esta descrição não faz jus a complexidade deste sonho, que se apresentou como uma espécie de “capítulo final” de uma série. as imagens também eram belíssimas e ricas em detalhes.
chama a atenção a recorrente temática, em meus sonhos recentes, do partir, da viagem, do deixar um lugar e ir para um novo, sem saber ao certo dizer se este lugar novo é, ou será, melhor do que o anterior. os sonhos acabam antes desta constatação.
depois deste sonho eu tive um segundo, que não consigo precisar se foi imediatamente após o primeiro ou depois de um período acordado. este segundo também foi complexo e longo, e também envolveu viagens, partidas e aeroportos, sempre percorrendo um caminho complexo e labiríntico, tentando chegar até o destino final.
neste sonho estavam eu, minha irmã e nossa avó angela. o sonho começou na casa da minha avó que, como a casa real que ela tinha, era grande, mas completamente diferente e em um outro lugar, em uma cidade grande e não em mauá. a casa também era melhor do que a da minha avó, principalmente em termos de decoração. havia um quintal grande, com muitos animais, com o chão de terra. o quintal era extremamente surreal, e em uma volta que dei por ele me deparei com duas onças, girafas, rinocerontes e outros animais selvagens de grande porte, que andavam livremente pelo espaço. não estavam em jaulas, não era um zoo.
este lado selvagem do quintal apenas se revelava ao caminhar por ele.
olhando o quintal a partir da casa era apenas um espaço amplo de terra batida, com casas e construções precárias no fundo. uma destas casas tinhas duas portas de entrada, sendo que uma não era utilizada. eu ficava nesta casa dos fundos, que se revelava ampla ao entrar. minha irmã estava comigo e alternávamos momentos entre esta casa e a casa principal, da qual eu pouco me recordo.
eu perguntava para minha irmã sobre as construções do fundo do quintal e sobre algumas pessoas, principalmente sobre duas irmãs, que no sonho eu sabia os nomes. tínhamos que levar nossa avó para o aeroporto, para uma viagem ao nordeste. novamente a temática viagem/aeroporto. eu teria que viajar também, mas primeiro para um outro lugar e, depois de um dia, eu iria me encontrar com a minha avó.
em algum momento do sonho dona francisca aparece e começa a organizar algumas coisas. eu pergunto a ela sobre um relógio. o sonho também tem uma fase sobrenatural, quando eu vou ao quintal com minha irmã, para um determinado lugar na esquerda do espaço. havia uma estrutura de madeira não acabada, onde você podia se dependurar. agora me lembro que em uma casa grande (ou ao menos esta é a minha recordação), onde minha outra avó morava também em mauá, havia esta espécie de “quintal mágico”, com vagalumes. eu me lembro de algumas coisas desta casa:
- o quintal com vagalumes.
- um dia em que eu e meu tio jorge estávamos vendo o sol nascer, ou se pôr, e ele me disse que o sol tinha um rosto (que obviamente não tinha, mas ele queria me pregar uma peça).
- havia uma espécie de campo, que dava para uma ribanceira, um campo inclinado, onde eu brincava com as minhas tias.
- eu e meu tio jorge ficávamos ouvindo um programa de humos em uma rádio am.
voltando ao sonho, quando chegamos na estrutura de madeira, minha irmã dise para eu não perguntar sobre o “menino”, e tenho uma vaga lembrança, um flash, de aparecer, ou de eu ver, um menino.
de alguma maneira não esclarecida algo ruim havia acontecido a algum menino naquele lugar.
o outro aspecto sobrenatural do sonho foi um filme, ou uma série, que eu estava assistindo em uma tv em alguma das casas. minha irmã estava comigo, mas repentinamente ela foi embora. a série, ou filme, se transformou em algo de terror, com elementos inspirados em death metal.
depois, ou antes, a ordem das coisas é sempre difícil de estabelecer, saímos para a rua e era uma cidade realmente grande, mas de outra época, mais antiga, com muitas vielas, escadas e subidas. era uma uma cidade muito interessante e esta parte parecia ser o centro dela. andamos até chegar a uma região da periferia, embora não fosse tão longe, onde nossa avó morava. usamos como referência o bar da dona rosa, que ficava em uma espécie de viela que tínhamos que atravessar para chegar até a casa. era uma viela suja, com muitas coisas acontecendo. ao atravessarmos, uma briga começou, ou melhor, uma discussão com alguém, um jovem que estava cozinhando algo para vender.
repentinamente, meu tio horácio - o mago - surgiu, embora ele fosse no sonho uma outra pessoa. a briga foi uma espécie de disputa territorial, onde eu disse para o cozinheiro que eu ia naquele bar desde que eu tinha três anos de idade, com minha avó completando que havia sido ela que tinha ajudado a abrir aquele bar com a dona rosa. depois disso minha irmã dirigiu um carro antigo, um muscle car, em direção ao aeroporto.
um terceiro sonho da noite: eu estava em uma estação de trem/metrô em alguma cidade não especificada, embora a estação fosse de alguma maneira familiar (lembrava uma estação de berlim). novamente a temática do partir. eu esperava por um trem, sozinho na estação. e ficava em um espaço entre as duas plataformas. apenas uma linha servia a estação e, embora houvessem duas plataformas, o trem passava em apenas uma plataforma.
eu perdi o primeiro trem que passou e o intervalo entre os trens era grande, de forma que eu fiquei na estação esperando. neste meio tempo, de uma maneira onírica, apareceram minha guitarra e meus pedais, e eu comecei a tocar coisas interessantes.
passei uma boa parte da noite acordado, só conseguindo dormir um pouco novamente depois das 5 ou 6 da manhã, quando eu tive outro sonho complexo e interessante, onde, de alguma maneira não explicada, me vi envolvido com a equipe de um político de extrema direita. estávamos no brasil e teríamos que ir para os estados unidos, mas não havia aviões. de última hora um avião foi montado às pressas e embarcamos nele. embora o avião fosse grande por fora, ele era pequeno e apertado por dentro.
dormi a primeira etapa da viagem, sentado na janela, como eu gosto de fazer. embora eu estivesse dormindo, eu estava ouvindo ao fundo as conversas. quando eu acordei, o clima era de euforia dentro do avião, celebrando-se o fato de que a viagem estava acontecendo em uma aeronave “customizada”. eu comecei a imaginar se não era possível ter feito a viagem em uma lancha/barco/navio super rápido e se isso não teria sido uma alternativa melhor.
sobrevoando uma floresta, repentinamente houve o início de uma pane, obrigando a um tranquilo pouso de emergência em uma clareira. foi tudo muito rápido e suave. após o pouso, onde ninguém morreu ou ficou ferido, descobrimos que estávamos perto de washington, d.c. e fomos ate a cidade a pé.
neste momento houve um corte temporal no sonho e a parte da caminhada até a cidade foi suprimida. chegando na cidade nos hospedamos em um hotel que pareceu decadente, embora várias comitivas e chefes de estado estivessem hospedados lá. fiquei em um quarto com um japonês que fazia parte da equipe do donald trump. não ficou claro quem estava pagando pelo hotel e havia uma tensão no ambiente, causada pelo fato/impressão de que trump não queria que nos hospedássemos lá. em um dado momento uma conversa a respeito de óculos escuros começa, com argumentos a respeito de duas marcas, sendo uma delas rayban. argumentava-se que rayban era muito superior e que o atendimento ao cliente e a assistência técnica eram perfeitos.
indo a uma loja rayban tudo seria tão bom que o atendente saberia o que estava errado com os óculos apenas olhando para eles.
para provar tal argumento, uma ida a uma loja rayban foi organizada. o motorista da mercedes que nos levou até lá era o principal entusiasta rayban, e foi dirigindo o carro até a loja como se fosse um carro de corrida, dando drifts. o percurso demorou muito, embora um novo corte temporal tenha sido realizado, e chegamos na loja já era noite.
uma bonita atendente nos recepcionou, mas para a decepção geral a experiência foi completamente contrária ao esperado. a atendente era despreparada e não conseguiu identificar os óculos rayban apenas olhando para eles. nos foi apresentado um esquema impresso com diversos tipos de lentes e modelos para que nós identificássemos os óculos e o problema, exatamente como o outro fabricante fazia e que havia sido duramente criticado pelo motorista da mercedes.
chegando de volta ao hotel, a situação degringolou e passamos a ser perseguidos pelo staff do hotel. começaram a implicar comigo por conta de um vaso de plantas que surgiu para mim do nada e que eu comecei a cuidar. era um vaso onde sementes haviam sido plantadas, mas ainda não tinham germinado. implicavam com o fato de que o vaso não podia ser regado, e eu havia feito isso. daí fomos retirados todos de nossos quartos e eu continuava discutindo com o staff do hotel. fomos levados para uma sala e tratados como prisioneiros.
nisso, o hotel sofre um ataque com metralhadoras, possivelmente visando algum corpo diplomático.
apenas os barulhos dos disparos foram ouvidos por nós. nada vimos. na sequência, todos os brasileiros foram encapuzados e levados para uma outra estranha sala, uma cela, em outro prédio. neste momento surge o meu amigo marquinhos entre os prisioneiros. após torturas psicológicas, descobrimos que a intenção era achar possíveis vínculos brasileiros com o atentado.
o que tocou enquanto eu escrevia este post
- so tired - bobby timmons
- chasin’ the bird - charlie parker
- where are you - dexter gordon
- solo flight - charlie christian
- milestones - charlie parker
- st. thomas - sonny rollins
- if i should lose you - hank mobley
- bemsha swing - thelonious monk
- john mclaughlin - miles davis
- gloria’s step - bill evans trio
- au privave - sonny stitt
- four on six - wes montgomery
- but not for me - john coltrane
- chonks - snarky puppy
- daahoud - clifford brown, max roach
- sleepwalker’s serenade - countie basie